Muitas sociedades criam mitos que dizem respeito a uma outra civilização, paralela, que habita algum espaço subterrâneo ou aquático e que terá uma origem num tronco comum, ancestral.
Essa comunidade alternativa é idealizada como mais avançada, pelo menos espiritualmente.
Atlântida, como arquétipo
Também dentro de cada um de nós é criada a ideia de um outro Eu. Um Eu subterrâneo, pagão, omnipotente, que ao emergir iria solucionar todas as falhas na nossa vida. Tal como Atlântida, o Eu mágico também habita o quase-inacessível.
É a consciência desta promessa de outra personalidade que nos move.
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Monday, May 19, 2008
Sunday, February 17, 2008
a taxonomia da mente
Muitas vezes considero-me anarquista, mas fascinam-me as regras, as leis. Penso que é isso que me leva à ciência. A necessidade de classificar, de pôr as coisas em compartimentos do modo mais verdadeiro possível. (Para depois, no fim, podermos descobrir matematicamente que essas caixas não existem.)
Isto é algo que também me parece muito relevante nas neurociências, especificamente. Uma taxonomia das ideias. Nesta nossa época, os pensamentos, instintos e emoções (cá está uma série de classificações provavelmente mal feitas) vão sofrer um tratamento semelhante ao dado a animais e plantas pelos "naturalistas" do iluminismo.
Isto é algo que também me parece muito relevante nas neurociências, especificamente. Uma taxonomia das ideias. Nesta nossa época, os pensamentos, instintos e emoções (cá está uma série de classificações provavelmente mal feitas) vão sofrer um tratamento semelhante ao dado a animais e plantas pelos "naturalistas" do iluminismo.
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