Era esta a causa de um desastre qualquer, tal como anunciava a locutora no canal de televisão do metro.
E eu fiquei a pensar naquilo, se haverá qualquer outro ser, que não o humano, capaz da negligência.
Só se for Deus, o eterno negligente.
Tuesday, June 17, 2008
Sunday, June 15, 2008
Friday, June 13, 2008
mistérios
Algures numa casa em ruína no centro de uma grande cidade vive uma comunidade de seres iluminados
Monday, June 9, 2008
Vieira da Silva
Thursday, June 5, 2008
mudanças
Pelo menos por uns tempos irei escrever aqui no blog com uma frequência muito mais elevada.
Espero aguentar o desafio.
Vamos lá ver se isso servirá para eu ser mais bem compreendido, bem como (e especialmente) para eu me compreender melhor a mim próprio.
Preparem-se para posts muito mais superficiais .
(e espero que comentem também com maior frequência, especialmente aqueles que passam por aqui e nunca dizem nada)
Espero aguentar o desafio.
Vamos lá ver se isso servirá para eu ser mais bem compreendido, bem como (e especialmente) para eu me compreender melhor a mim próprio.
Preparem-se para posts muito mais superficiais .
(e espero que comentem também com maior frequência, especialmente aqueles que passam por aqui e nunca dizem nada)
Monday, May 19, 2008
O Eu mágico (fractais)
Muitas sociedades criam mitos que dizem respeito a uma outra civilização, paralela, que habita algum espaço subterrâneo ou aquático e que terá uma origem num tronco comum, ancestral.
Essa comunidade alternativa é idealizada como mais avançada, pelo menos espiritualmente.
Atlântida, como arquétipo
Também dentro de cada um de nós é criada a ideia de um outro Eu. Um Eu subterrâneo, pagão, omnipotente, que ao emergir iria solucionar todas as falhas na nossa vida. Tal como Atlântida, o Eu mágico também habita o quase-inacessível.
É a consciência desta promessa de outra personalidade que nos move.
Essa comunidade alternativa é idealizada como mais avançada, pelo menos espiritualmente.
Atlântida, como arquétipo
Também dentro de cada um de nós é criada a ideia de um outro Eu. Um Eu subterrâneo, pagão, omnipotente, que ao emergir iria solucionar todas as falhas na nossa vida. Tal como Atlântida, o Eu mágico também habita o quase-inacessível.
É a consciência desta promessa de outra personalidade que nos move.
Thursday, May 1, 2008
sobre a probabilidade de dois mundos
Chegados a certa idade, surgem-nos estas duas possibilidades:
- O "mundo" é todo forjado; nada é real, mas apenas um filme feito de propósito para mim (para fazer alguma experiência, talvez)
ou
- Cada um tem a sua consciência, os seus medos, e está solto no mundo, tal como eu; tudo é real.
Mas não há uma verdadeira oposição entre estes dois cenários, pois o primeiro pressupõe o segundo, ou seja, uma realidade virtual pressupõe uma real que a construiu.
Por isso, a primeira possibilidade é muito menos provável que a segunda.
Friday, April 25, 2008
As maravilhas
há já um tempo a Laura pediu-me que dissesse aqui no blog quais eram as minhas sete maravilhas.
Perdão, Laura, mas vou aproveitar a deixa para fazer um post em que já andava a pensar anteriormente, o que implica uma fuga ao que me pediste.
As maravilhas são só duas.
São as duas teorias ou conceitos que contribuem para a minha saúde mental:
Perdão, Laura, mas vou aproveitar a deixa para fazer um post em que já andava a pensar anteriormente, o que implica uma fuga ao que me pediste.
As maravilhas são só duas.
São as duas teorias ou conceitos que contribuem para a minha saúde mental:
Darwinismo
Teoria das Probabilidades
Teoria das Probabilidades
Wednesday, April 9, 2008
Tuesday, April 1, 2008
um apontamento sobre telemóveis
A propósito de acontecimentos recentes, tenho visto/lido gente defender a proibição de telemóveis nas salas de aula. Ora, um telemóvel não é uma arma, poderá ser uma distracção e mesmo na sala de aula é até, às vezes, útil.
É pior um aluno distrair-se a enviar uma mensagem no telemóvel do que a ler uma revista, ou a roer um lápis?
Esta tentativa de banir de vez os telemóveis da sala de aula é apenas o reflexo do nosso ódio à tecnologia. Não nos podemos ver livres deles, mas na realidade detestamos os telemóveis. E assim, tentamos aproveitar diferentes situações para os inferiorizar. O avanço da tecnologia é um duelo para o ser humano, podemos ir perscrutando-o por estas irracionais proibições.
Para além disto, o problema deve-se simultaneamente à sacralização da educação. Dentro do mesmo espírito, porque têm demorado tanto tempo os computadores a entrar nos métodos pedagógicos? Porque é a Internet diabolizada no meio educacional?
É pior um aluno distrair-se a enviar uma mensagem no telemóvel do que a ler uma revista, ou a roer um lápis?
Esta tentativa de banir de vez os telemóveis da sala de aula é apenas o reflexo do nosso ódio à tecnologia. Não nos podemos ver livres deles, mas na realidade detestamos os telemóveis. E assim, tentamos aproveitar diferentes situações para os inferiorizar. O avanço da tecnologia é um duelo para o ser humano, podemos ir perscrutando-o por estas irracionais proibições.
Para além disto, o problema deve-se simultaneamente à sacralização da educação. Dentro do mesmo espírito, porque têm demorado tanto tempo os computadores a entrar nos métodos pedagógicos? Porque é a Internet diabolizada no meio educacional?
Tuesday, March 25, 2008
La Joconde
O fenómeno pop da Gioconda. Ei-lo:
os que estavam no Louvre, dia 19 deste mês, a "observá-la". Reparem que não há praticamente japoneses, ao contrário do que diz o mito.
Saturday, March 15, 2008
Programa (com anglicismos e neologismos)
Domingo, ir swingar para a Braço de Prata
Segunda, ir Parissear (Como quem diz percorrer o Boulevard St Michel, subir os Champs Élysées e entrar em exposições no Centre Pompidou).
Segunda, ir Parissear (Como quem diz percorrer o Boulevard St Michel, subir os Champs Élysées e entrar em exposições no Centre Pompidou).
Friday, March 7, 2008
Wednesday, February 27, 2008
strange loops
Bezoar é uma palavra de origem persa.
É a designação geral atribuída a pedras que se formam no interior de animais.
Dizia-se que um bezoar era a cura para todos os venenos.
O fascinante na pedra é inverter a aparente ordem natural. São os seres vivos quem nasce do mundo mineral e não o contrário.
Estranhamente, para o bezoar o nosso corpo é o mesmo lar inorgânico que são para nós as grandes lages.
Quero construir uma casa com bezoares para depois viver dentro dela.
É a designação geral atribuída a pedras que se formam no interior de animais.
Dizia-se que um bezoar era a cura para todos os venenos.
O fascinante na pedra é inverter a aparente ordem natural. São os seres vivos quem nasce do mundo mineral e não o contrário.
Estranhamente, para o bezoar o nosso corpo é o mesmo lar inorgânico que são para nós as grandes lages.
Quero construir uma casa com bezoares para depois viver dentro dela.
Friday, February 22, 2008
um físico teórico explica por que gosta do que faz
I'm a theoretical physicist (...) what I've come to realize is that the best part of what I do is collaborating with remarkably creative people. Understanding the tiny tweaks and unexpected transitions in the universe's evolution requires prodigious amounts of rigor, originality and personality. It reminds me of the ingredients for a good jazz ensemble. (...) Long threads of conversation can be based on a poorly understood assumption, just to see where the idea will lead us. We improvise and strike out in different directions, following whichever note sounds most promising. (...) We hear both bravura solo performances and wrong notes. But ultimately, there comes a singular moment when the right chord of an elegant solution reveals itself (...).
Nick Halmagyi, in Seed magazine
Nick Halmagyi, in Seed magazine
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